Cores e Flores para Tita e Bate-papos Corpóreos

Data(s) e Horário(s): 12/09 às 18:00h, 19/09 às 18:30h, 26/09 às 18:30h

Local: Rua Gamboa de Cima 03, Centro (ao lado do Quartel dos Aflitos)

Preço: gratuito

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Queremos inundar o Setembro é GayBoa nessa provocação de repensar sobre os padrões normativos de gênero e sexualidade” – assim explica Adeloyá Magnoni que, durante o mês da diversidade, o Setembro é Gayboa, assina a exposição fotográfica do espaço, exibe o documentário sobre a história de seu tio e outros trans, o Cores e Flores para Tita, além de promover três importantes bate-papos em defesa ao respeito e cuidado social e legal com as diferenças de gênero. Serão três quartas e todos podem participar colaborando com o “pague quanto puder” na exibição do doc, no primeiro encontro. Acompanhe o resumo abaixo:

 

Bate-papo Corpóreo + Documentário Cores e Flores para Tita (12/09 às 18h00) O filme aborda a transgeneridade a partir da exposição que Adeloyá Magnoni realizou em homenagem ao seu tio Renato “Tita”, homem trans que foi suicidado em 1973, aos 15 anos de idade. A partir de depoimentos de pessoas trans que participaram da exposição, o documentário constrói um diálogo entre o sofrimento enfrentado por Tita há mais de 40 anos e a luta contra à transfobia nos dias atuais. Tem direção, roteiro de Susan Kalik, que com competência conseguiu fazer um longa sem aporte financeiro. Foi premiado por melhor roteiro na etapa regional da Mostra SESC de Cinema, e passou para a etapa estadual e nacional, tendo sido veiculado em todas as capitais brasileiras. Com uma linguagem sensível e contundente, “Cores e Flores para Tita” tem tocado de maneira profunda e transformadora a pessoas do país inteiro. Após a exibição haverá um breve bate-papo com a foto-ativista Adeloyá Magnoni e o trans-ativista Diego Nascimento, que participou de todo o processo. A exibição terá a entrada no sistema Pague Quanto Puder com a verba revertida para o tratamento de saúde do ativista Diego Nascimento.

 

Bate-papo Sexualidades Monodissidentes - Eu não estou confus@! (19/09 - 18h30)

Quando uma pessoa diz ser bissexual é muito comum ouvir: "você só está confusa, isso é coisa de quem tem medo de se assumir gay". Já quando a pessoa se afirma panssexual, é normal dizerem: "você transa com árvores?" e pior ainda é quando a pessoa é polissexual: "o que é isso?".Para quem é monossexual imaginar que alguém se atrai por mais de um gênero parece no mínimo confuso, constantemente é taxado como promíscuo e muitas vezes é julgado como enrustido de alguma das monossexualidades (gay ou lésbica). Este bate-papo tem o intuito de dar voz a pessoas que se atraem por mais de um gênero, compreender um pouco mais de suas especificidades e ouvir sobre a vivência de quem enfrenta o julgamento e a incredulidade tanto de héteros quanto de gays e lésbicas. “Já que o B da sigla não significa biscoito, vamos falar sobre bifobia e o apagamento das identidades sexuais monodivergentes” – completa Adeloyá.

 

Percepções Tardias das Dissidências Sexuais - Cheguei atrasada no vale! (26/09 - 18h30)

A heteronorma catequiza para um padrão rígido de sexualidade e castiga impiedosamente quem ousa olhar para além dele, o que faz com que algumas pessoas nem se questionem muito em relação à sua sexualidade. “Principalmente, se houver alguma atração pelo gênero aposto, arredonda-se tudo para a heterossexualidade e pronto, afinal, ela, a heterossexualidade, é compulsória!” – enfatiza a foto-ativista. O Bate-Papo Corpóreo do dia 26 vai abordar justamente as experiências de pessoas que se perceberam tardiamente de uma sexualidade dissidente e fora da heteronorma, será composto por pessoas que toparam despir a alma e compartilhar sua preciosa intimidade, seus medos, dúvidas, dores e delícias de ver um mundo novo se abrir, repleto de sensações que só quem tem coragem de romper com o padrão está autorizado a sentir. O papo tem produção e condução da foto-ativista Adeloyá Magnoni, que vivencia em primeira pessoa essa experiência e convidou amigos e amigas para uma conversa descontraída e gostosa sobre coragem, permissão e entrega.

 

Classificação: 14 anos

Ficha Técnica 

Realização: Adeloyá Magnoni e convidados

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