Cores e Flores para Tita

Data(s) e Horário(s): 05/09 às 16:00h, 06/09 às 16:00h, 07/09 às 16:00h, 08/09 às 16:00h, 09/09 às 15:00h, 12/09 às 16:00h, 13/09 às 16:00h, 14/09 às 16:00h, 15/09 às 16:00h, 16/09 às 15:00h, 19/09 às 16:00h, 20/09 às 16:00h, 21/09 às 16:00h, 22/09 às 16:00h, 23/09 às 15:00h, 26/09 às 16:00h, 27/09 às 16:00h, 28/09 às 16:00h, 29/09 às 16:00h, 30/09 às 15:00h

Local: Rua Gamboa de Cima 03, Centro (ao lado do Quartel dos Aflitos)

Preço: gratuito

Mais Informações

O projeto da foto-ativista Adeloyá Magnoni fica em cartaz no Teatro Gamboa Nova durante o mês da diversidade, o Setembro é GayBoa. Seu objetivo é questionar a naturalização das performances binárias, cis e heteronormativas, com ênfase na utilização de fotografias como dispositivo de empoderamento de pessoas trans e travestis, denunciando também o genocídio dessa população e a falta de políticas públicas contundentes na defesa de seus direitos.

 

Nasce em homenagem ao tio da artista, um homem trans suicidado em 1973, após uma sucessão de violências físicas e emocionais. Entre as várias ações, o projeto gerou uma oficina de fotografia exclusiva para pessoas trans e travestis que culminou em “Solidões Trans e Travesti”, exibida no Teatro Gamboa Nova em março de 2016, a primeira exposição totalmente composta por pessoas trans e travestis, tanto na captação das imagens quanto sendo fotografadas. Com o nome "A

 

Transgeneridade e a Ocupação dos Espaços Negados", houve também exposições itinerantes acompanhadas de palestras feitas por uma pessoa trans e pela fotógrafa em escolas, faculdades, espaços de arte e cultura. A exposição de grande porte foi lançada no Teatro Gregório de Mattos com as fotos divididas em 3 etapas: Masculinidades, Feminilidades e Não-Binaridades. São 24 pessoas fotografadas, 8 em cada etapa que, além das fotos, apresenta fragmentos autobiográficos que acompanham as imagens, falando do difícil desafio de viver fora dos padrões.

 

Além das imagens, a exposição apresenta algumas instalações, como a "parede dos horrores", que é um aglomerado de etiquetas semelhantes àquelas usadas nos necrotérios, contendo centenas de nomes, idades, localização e causa de morte de pessoas trans e travestis. Outra instalação é a da roupa preta, em detrimento do vestido de noiva, fazendo alusão ao mistério que envolve a morte do tio da fotógrafa. “Após anos tendo sido enterrado com um vestido de noiva, mesmo pedindo em sua carta de despedida por uma roupa preta masculina, 20 anos após seu enterro, ao ter seu caixão exumado, não havia nenhum vestígio do vestido, mas a roupa preta que haviam dobrado e colocado junto no caixão, estava intacta” – relata Adeloyá.

 

Classificação: 14 anos

 

Ficha Técnica

Realização: Adeloyá Magnoni e parceiros

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